sábado, 3 de dezembro de 2011

CONTOS DE FADAS ,Não tão inocete assim


Sexo, fome e violência não são as melhores palavras para definir contos de fadas, certo? Errado. Há séculos atrás, mais precisamente no século 16, historias como a da braca de nerve e da jovenzinha de chapéu vermelho que você conhece não eram coisa de criança. A Cinderela era abusada sexual pelo seu pai, Chapeuzinho Vermelho fazia strip-tease para o lobo mau e o príncipe de A Bela Adormecida era um anão pervertido.
O que acontece, na verdade, é que os contos de fadas sofreram as mudanças conforme iam sendo contadas em diferentes sociedades e épocas, sendo adaptadas às situações, culturas e ouvintes. Isso não induz ao pensamento, porém, de que as histórias perderam a sua graça e originalidade. Afinal, há quem goste da narrativa infantil dos três porquinhos, mas também há quem conte os detalhes picantes do conto original de Chapeuzinho Vermelho.
Com direito a strip-tease e assassinatos, a original história da Chapeuzinho vermelho – que, na verdade, não vestia chapéu algum – mostra que os franceses do século 18 não tinham medo de mexer com tabus. O lobo matava a vovó, fatiava a sua carne e enchia uma garrafa com o seu sangue, que mais tarde ofereceria para Chapeuzinho. Depois da “refeição”, o lobo obriga Chapeuzinho a despir-se e deitar-se com ele. “O que eu faço com meu vestido?”, perguntou a jovenzinha. Não, ela não hesitou em tirar suas vestes. “Jogue na lareira. Você não precisará mais disso”, respondeu o lobo. E assim continuou a conversa a cada peça de roupa que Chapeuzinho tirava.
Sem perguntar para quê servia os olhos, orelhas e nariz do vilão, a garotinha sente os notáveis pêlos do lobo e dizia algo como “Nossa, vovó, como a senhora é peluda!”, e ele respondia “É para te aquecer, netinha”. Também falava de suas unhas compridas e de seus ombros, sempre com um tom sensual. Até que Chapeuzinho diz as suas últimas palavras: “Vovó, que dentes grandes a senhora tem!”. E então, sem caçador para resgatar as vítimas, o lobo finaliza o conto com um “São para te comer” e devora violentamente a menina
 
A moral do conto vai muito além da abordagem do estupro e do incesto da França no século 16. Chapeuzinho vermelho representa os seus anseios e curiosidades sexuais de qualquer pré-adolescente, também cheio de ingenuidade. Já o lobo mau retrata o homem, ou por que não mulher, mal intencionado sexualmente. É uma realidade que atravessou gerações

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